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Poema

Augusto dos Anjos - Dolências

Eu fui cadáver, antes de viver! 
Meu corpo, assim como o de Jesus Cristo, 
Sofreu o que olhos de homem não têm visto 
E olhos de fera não puderam ver! 


Augusto dos Anjos - Dolências - Poema

Eu fui cadáver, antes de viver! 
Meu corpo, assim como o de Jesus Cristo, 
Sofreu o que olhos de homem não têm visto 
E olhos de fera não puderam ver! 

Acostumei-me, assim, pois, a sofrer 
E acostumado a assim sofrer existo... 
Existo! - E apesar disto, apesar disto 
Inda cadáver hei também de ser! 

Quando eu morrer de novo, amigos, quando 
Eu, de saudades me despedaçando 
De novo, triste e sem cantar, morrer, 

Nada se altere em sua marcha infinda 
- O tamarindo reverdeça ainda, 
A lua continue sempre a nascer! 



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