Parte I - [Intro: Scratches]
E vocês dão demais, o meu ditado é diferente...
Saudade quando tudo era só freestyle...
São José dos Campos tem força, sou fã de rap mêmo fei...
Parte I - [Intro: Scratches]
E vocês dão demais, o meu ditado é diferente...
Saudade quando tudo era só freestyle...
São José dos Campos tem força, sou fã de rap mêmo fei...
Liga pro MC Xamã...
Sumi dois anos pra voltar no mínimo...
Nada de em cima do muro, mas vem tiros de todos os lados
[Verso 1: Rodrigo Ogi]
Era do cão, era do caos
Uma criança morreu na minha frente
Era do stress, era das trevas
Minha esperança morreu indigente
Minha esperança morreu indigente
Meus sonhos num orfanato jogaram
Hoje não tenho contato com eles
Pois num manicômio me trancafiaram
Suposto suspeito
No rosto, no peito
E agora o fundo do poço é o leito que me deito
Enquanto o vilão dessa história de bom moço posa
A insanidade tem comigo dois dedos de prosa
Você será herói, você terá glória
Pois você é Luis Inácio e eles João Dória
A esperança tá ali, ontem mesmo eu a vi
E ela tava caminhando com a vitória
Que-que-quero saber quem assina a cena
Quem assassina, será que a chacina um dia sana?
Trocaram o acerto na Mega Sena pela mega cina
A vida é um gole de estricnina
É o olho que tudo vê
Eu olho e só vejo views no olho do vendaval
O povo a ver navios
Na era da fake news
Matrix destrói o Neo
Bem-vindos ao Brasil
[Verso 2: Bob do Contra]
Quantas almas 'cê tocou hoje?
Isso que importa, se importar com o próximo
E se é frustração, tô sempre dando a mão
Não trabalha não, que 'cê vai ser o próximo
'Cês são engraçado (a Pineapple só bota esse Bob, esse Bob é chato, fala de moda)
Não vou incomodar, mas se eu canto, chora
E se eu rimo, até os cabelo do seu c* fica arrepiado
Não sou mágico, e ninguém não, eu só faço o meu
Igual naquela das antiga
Tá nas estrela, reclama lá com Deus
Quer ser o melhor? Marechal já disse
Não vai dar pra pagar marcas comprando marcas
Assim como não dá pra aceitar quem fala
E salvar vidas usando armas
Cuidado com o que se lê, com o que se vê
Hoje poucos têm compromisso
(Governar pra maioria!)
Cuidado, Hitler também disse isso
Naquela do "tamo unido", Judas também disse isso
Eu tenho aversão a quem se diz salvação
A Igreja mata milhão e sempre disse isso
À espera do novo Messias, 'cês elegem o meme do SuperPop
Pra derrotar eles vem o Super Bob
Não acredite no que eles dizem, sucesso não é 'cê morrer pobre
Até quando 'cê consegue ser forte?
Mais um corpo e foi falta de sorte
Me diz o que ser um poeta no topo
Se um de nós for morto, pra eles tá top
Ainda assim 'cê vai pular isso aqui
Pra ouvir o seu MC do hype
Sobre poder, Maquiavel tava certo
Isso é sobre o ego, hip-hop virou só um detalhe
O rap em 2010, viu muita gente foda se perder
Muita gente, do nada, alcançar
[?] ao extremo que 'cê vai vencer
2012, Contra Corrente
Guilherme e Gabriel salvaram minha vida
2015, nós no RAP RJ, primeiras camisas que o abacaxi vendia
Se muda é uma Divina Comédia
Igual eu no álbum com o Tiago Mac
2020, Boombapstar
Quem não tiver caneta vai ser uma tragédia
Desfoca da capa, olha a obra
Vou sair ileso desse ninho de cobra
E [?] move afiado, em conversa fiada
Pega e espalha essa igual fofoca
Igual naquele verso do Rashid
Pego sua orelha, pra ouvir isso tipo Mike
Sério mesmo que depois de tudo o problema é o Brown ter falado de Free Fire?
'Cês tão de sacanagem!
Tentemente, mente cria, m-m-me-me-me-minha não entende nada
Momentos de crise, tempos de renascimento
Mano, eu sou DaVinci, e tô fora da caixa
De tanto ouvir besteira, eu fui lá e fiz
Me diz o que é que falta pra tu ser feliz?
Esquece essa balela de American Dream
Se amar é o que te falta pra tu ser feliz
Plow!
[Interlúdio]
Se tu sair por aquela porta, começará a se sentir melhor
Vai se f-lembrar de que não acredita nessa coisa de destino
O seu controle sobre a própria vida... Lembre-se...
[Verso 3: Rod]
Ayy, Rod
Olhos são celulares, celulares são olhos
Amazônia no fogo e a praia cheia de óleo
Eu fico cheio de ódio, observo o machismo tóxico
Na política, na polícia, e na comida só tem agrotóxico
Pois é melhor legalizar do medicinal, THC
Senão vou comentar em todas suas fotos como se eu fosse o FBC
Eu sou underground, mas sou mainstream
Eu tô na Globo, no SBT
Conscientizando igual Emicida, fumando ganja igual Matuê
Eu nunca fui de falar "gang, gang, gang"
Mas então pergunta quem, quem, quem
Tem mina gostosa igual a Cardi e o filho playboy igual o Carti
O mundo é nosso e eu tenho a chave
Han Solo, eu tenho a nave
27, um Chevette, bebendo Brahma igual o Black
Levantando o povo igual Ivete
Neurótico de guerra igual o Ret
Carregando ouro igual o Phelp
Bandana igual o Pac
Sabe como eu vi que era bom meu CEP?
Soltaram o Lula e aí soltaram fogos
Sabe como eu sei que é bom o beck?
Se eu der 1, 2, e querer soltar fogos
Fala mal do rap, aí eu perco os modos
Liberdade pro Rennan da Penha
Fala mal do funk, aí eu perco os modos
E talvez você perca os olhos
Certos MC's fumam finos desses fumos fracos
Fazem falsidade pela fama, é fato
Perdem pela pose, pode pôr pistola e Porsche
Mas não porta a peça, só de pá-pá-pá
Pó parar, o povo precisa de paz, primo
Rod fazendo mais hino
Highlander, imortal
Eu não morro, Majin Boo
Eu só confio no meu cachorro
Profeta de gorro
Descendo o morro
Rod, Poeta no Topo
(Rod!)
[Verso 4: Rashid]
Rashid!
Foco na missão, ayy, ayy
Nasci no país da Polly e quis o mic, fato sem engolir sapo
Primo, a terra é redonda, reto é o meu papo
Guapo, botei minha vida nisso
Eles querem um lifestyle do trap, mas eu tô aqui desde que era só trapo (Aê)
Minha mãe me disse: Não se curve (Não)
Onde o padrão é skinny, meu talento é GG, tipo Gloria Groove
Pra reger alma autônoma, trouxe um verso indecente
'Cê devia ter aberto numa guia anônima
Zum-zum-zum, zum-zum-zum, lá vêm os cop
Vêm brincando de Doom
Comum pra eles é Cartoon, pra nós Platoon
Perdemos tantos conhecido, parecia a vida brincando de Resta Um
Pobreza nunca foi hype
Aqui meu rap entrega alimento pra alma, chame Rappi
Nóis naipe alcateia, contra covardes que pregam armas
Mas morrem de medo de quem prega ideias
Nóis quer os hit, os kit, os feat, mas primeiro respeita a origem
Não põe o carro na frente dos bois
O que rap tem a ver com causa social?
Aí é foda, tem você, que não entende de nenhum dos dois
Pra sonho não tem teto, minhas letra caem em prova nas escola, tio
E não é por português correto
Mundão não me intimidou, legítimo, jhow
Sem concurso pra entrar, rua foi o meu ritmo e flow
Poetas no topo, quantos revelado aqui?
Minha rima azeda e cascuda, combina com esse abacaxi
Passo no estúdio, engatilho, deixo marcas de letras
Que descem quente e sobem rápido, igual Bacardi
Antirracista, não dá pra ficar no limbo (Não dá)
Punhos cerrados, um de Madiba, outro de Kimbo
Então respeita o pai, como eu respeito quem já tinha vindo e vrau
Rashid a.k.a o justo, a.k.a tão real
Pras mentes sem amarras, o rap é meu produto
E meu valor só sobe, vê pelo meu código de barras
Vida não é clipe, se emancipe e suporta
Deus na direção, só paro quando ele gritar: corta!
Paz!
[Ponte 1: MC Cabelinho]
Oh, fé
Cabelinho na voz!
Poetas no Topo
Fé!
Eu sou do Rio de Janeiro
Acostumado a ver traçante pra lá e pra cá
Sagacidade vem de berço
Se o papo for pra dar pinote, tu não vai me achar
Eu sou do Rio de Janeiro
Acostumado a ver traçante pra lá e pra cá
Sagacidade vem de berço
Se o papo for pra dar pinote, tu não vai me achar