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Poema

Augusto dos Anjos - O canto da coruja

A coruja cantara-lhe na porta 
Sinistramente a noite inteira! Indício 
Mais certo não havia! - Era o suplício!... 
Daí a pouco, ela seria morta. 


Augusto dos Anjos - O canto da coruja - Poema

A coruja cantara-lhe na porta 
Sinistramente a noite inteira! Indício 
Mais certo não havia! - Era o suplício!... 
Daí a pouco, ela seria morta. 

Saiu. O Sol ardia. A estrada torta 
Lembrava a antiga ponte de Sublício... 
Havia pelo chão um desperdício 
De folhas que a áurea xantofila corta. 

Nisto, ouve o canto aziago da coruja! 
- Quer fugir, e não vê por onde fuja. 
Implora a Deus como a um fetiche vago... 

- Se ao menos voasse! - E o horror começa! Rasga 
As vestes; uma convulsão a engasga 
E morre ouvindo o mesmo canto aziago! 



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